
A reportagem destaca o crescente interesse da ciência médica na relação entre espiritualidade e bem-estar físico. Estudos recentes sugerem que a prática da fé e a manutenção de uma vida espiritual ativa contribuem significativamente para a recuperação de pacientes, auxiliando na redução do estresse, no fortalecimento do sistema imunológico e na melhoria da qualidade de vida. A matéria aponta para a necessidade de uma abordagem médica mais integrativa, que considere o paciente como um ser biopsicossocial e espiritual, reconhecendo que a crença e o otimismo podem ser fatores determinantes na cura e na prevenção de diversas patologias.
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https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/12/25/acreditar-faz-bem-como-a-espiritualidade-pode-transformar-a-saude.ghtml
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É com imensa alegria que vemos a medicina acadêmica se aproximar, cada vez mais, da compreensão do ser humano em sua integralidade. A notícia mostra um despertar necessário: o de que não somos apenas um amontoado de células e reações químicas, mas sim Espíritos imortais em uma jornada de aprendizado. A Doutrina Espírita nos ensina que o corpo físico é o espelho da nossa alma e que a saúde é a harmonia plena do Espírito. Quando a ciência valida que “acreditar faz bem”, ela está, na verdade, confirmando um princípio fundamental da vida: o de que o pensamento é uma força criadora que atua diretamente sobre a nossa organização orgânica.
O Espírito Emmanuel, em sua obra “Pensamento e Vida”, nos traz uma definição precisa para entendermos esse mecanismo: “A mente é o espelho da vida em toda parte”. Isso significa que o que cultivamos em nosso íntimo — nossas esperanças, medos, fé ou revoltas — projeta reflexos imediatos no templo de carne que habitamos. Se o nosso mundo mental está em desequilíbrio, é natural que o corpo físico acabe por somatizar essas distonias. Afinal, como o mesmo Emmanuel esclarece em “O Consolador”, na questão 96: “O corpo doente reflete o panorama interior do espírito enfermo”. Portanto, ao fortalecermos a nossa espiritualidade, estamos, na prática, realizando uma higiene mental que serve como profilaxia para o nosso organismo físico.
Mas como aplicar isso no nosso dia a dia, muitas vezes tão atribulado? A espiritualidade não deve ser vista apenas como um refúgio para momentos de dor, mas como um estilo de vida baseado na confiança e na prática do bem. Pequenos gestos, como o hábito da oração sincera e a leitura de páginas edificantes, funcionam como “vitaminas” para a alma, elevando nosso padrão vibratório e nos ligando às fontes superiores de energia. A oração, em particular, não é apenas um pedido por socorro, mas um movimento de sintonização com a Bondade Infinita de Deus, capaz de renovar as nossas forças e nos dar a coragem necessária para enfrentar os desafios.
Além disso, é fundamental cultivarmos o amor, pois ele é a base de toda a saúde espiritual. A mentora Joanna de Ângelis, no livro “Amor, Imbatível Amor”, lembra-nos de que “o amor é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver”. Quando amamos, perdoamos e servimos ao próximo, produzimos em nós mesmos uma aura de serenidade que protege nossas células contra as invasões do desânimo e da doença.
No cotidiano, isso se traduz em manter o bom humor, ser gentil com os familiares e pacientes com as dificuldades alheias. Ao invés de nos focarmos na reclamação, que intoxica a mente, podemos escolher a gratidão, que abre canais para o auxílio divino. A notícia nos mostra que a espiritualidade transforma a saúde porque ela transforma o indivíduo. E o indivíduo transformado para o bem é o arquiteto de uma vida mais longa, saudável e, acima de tudo, plenificada pela paz de consciência. Que possamos, então, aproveitar esse convite da vida para sermos os médicos de nós mesmos, cuidando do nosso campo interior com o mesmo zelo que dedicamos ao corpo físico, certos de que a nossa felicidade amanhã depende da luz que acendermos em nós hoje.
Equipe Doutrinária do Espiritismo.net