Carregando...

    • Início
    • Desequilíbrio energético da Terra dobrou nas últimas décadas e alimenta extremos climáticos

    Dados obtidos por satélites da NASA e pelo sistema de observação oceânica da NOAA indicam que o desequilíbrio energético do planeta Terra dobrou no período entre 2005 e 2019. Esse excedente de energia ocorre quando a quantidade de radiação solar absorvida pela superfície terrestre é superior à quantidade de energia térmica infravermelha emitida de volta ao espaço. Equipe Doutrinária do Espiritismo.net assina o comentário.

    • Data :15/09/2026
    • Categoria :

    Desequilíbrio energético da Terra dobrou nas últimas décadas e alimenta extremos climáticos

    Representação artística da Terra vista do espaço, envolta por um brilho intenso e halo luminoso, simbolizando o desequilíbrio energético do planeta e suas consequências climáticas. No canto inferior direito, destaca-se o logotipo azul 'Espnet'

    Resumo da Notícia:

    Dados obtidos por satélites da NASA e pelo sistema de observação oceânica da NOAA indicam que o desequilíbrio energético do planeta Terra dobrou no período entre 2005 e 2019. Esse excedente de energia ocorre quando a quantidade de radiação solar absorvida pela superfície terrestre é superior à quantidade de energia térmica infravermelha emitida de volta ao espaço. O estudo aponta que cerca de 90% desse calor excessivo é absorvido pelos oceanos, enquanto o restante se distribui pela terra, atmosfera e camadas de gelo. Os pesquisadores identificaram que o aumento de gases de efeito estufa e a redução da refletividade das nuvens e do gelo marinho são os principais fatores que impulsionam esse fenômeno, o qual potencializa eventos climáticos extremos e a elevação do nível do mar.

    Acesse a notícia completa no link:
    https://super.abril.com.br/ciencia/desequilibrio-energetico-da-terra-dobrou-nas-ultimas-decadas-e-alimenta-extremos-climaticos

    Comentário sobre a notícia:

    A constatação científica de que o planeta retém cada vez mais calor remete à compreensão das leis de equilíbrio que regem a moradia terrestre. O orbe não é um aglomerado de matéria ao léu, mas um organismo estruturado para o desenvolvimento dos seres. O amigo espiritual Emmanuel, na obra “O Consolador”, questão 13, esclarece que a inteligência com que foram dispostos os elementos do cenário para o desenvolvimento da vida no planeta é indubitável, mencionando como exemplo os revestimentos de ozônio destinados a filtrar os raios solares e dosar-lhes a natureza para a proteção da vida organizada. A alteração desses mecanismos físicos sinaliza que a intervenção humana tem ultrapassado os limites da prudência e do respeito aos patrimônios naturais oferecidos por Deus.

    O aquecimento oceânico e atmosférico é o efeito visível de uma causa que reside na conduta moral das sociedades. A exploração predatória e o consumo sem diretrizes éticas produzem um impacto que a própria natureza tenta reajustar por meio de suas leis imutáveis. Já o Espírito Vianna de Carvalho, no livro “Atualidade do Pensamento Espírita”, questão 56, assevera que é necessário haver atenção aos danos que o egoísmo ocasiona à mãe Terra, pelo desrespeito às leis da ecologia estabelecidas pela Divindade e refletidas no equilíbrio natural. O planeta funciona como um campo de experiências que responde à qualidade das ações humanas. O desajuste energético externo é uma consequência do descompasso interior de coletividades que ainda priorizam o imediatismo em detrimento da sustentabilidade e da fraternidade.

    Diante das crises climáticas, surge o alerta sobre a necessidade de uma transformação que ultrapassa o setor meramente tecnológico. Embora os avanços científicos permitam monitorar esses fenômenos com precisão, a solução duradoura demanda uma nova postura perante a existência. O progresso material, quando desvinculado do avanço ético, cria instrumentos de conforto que podem se tornar fontes de aflição. Allan Kardec, em “A Gênese”, capítulo XVIII, explica que a humanidade estava e ainda está em pleno trabalho de gestação do progresso moral e que as maiores perturbações ainda serão causadas pelos homens mais do que pela natureza, possuindo um caráter social antes de serem puramente físicas. As alterações térmicas e climáticas funcionam como recursos educativos da escola planetária, impulsionando a sociedade a procurar caminhos de cooperação.

    O momento atual é de transição e reajuste de valores. A Terra caminha para um estágio de regeneração, onde a harmonia entre o homem e o ambiente será a base da convivência. A mentora Joanna de Ângelis, no livro “Encontro com a Paz e a Saúde”, destaca que a crise de respeito pela vida e pela natureza exige uma renovação de conceitos em torno da preservação imediata da moradia coletiva, para evitar que o caos se estabeleça. A reeducação dos hábitos e o cultivo de propósitos nobres contribuem para a psicosfera do globo, auxiliando na estabilização das energias que sustentam a vida orgânica. O entendimento da imortalidade e da responsabilidade em torno de cada pensamento e ato oferece o alicerce necessário para que a ciência caminhe unida à consciência, transformando a agonia climática em uma oportunidade de renovação para uma humanidade mais equilibrada.

    Equipe Doutrinária do Espiritismo.net