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    • Não ao feminicídio: religiões se unem em campanha de combate à violência contra mulheres

    Representantes de diversas vertentes religiosas se reuniram no Rio de Janeiro para lançar uma campanha conjunta de prevenção e combate ao feminicídio. A iniciativa visa utilizar a influência das comunidades de fé para acolher vítimas, denunciar abusos e promover uma mudança cultural que elimine a violência contra a mulher. Equipe Doutrinária do Espiritismo.net assina o comentário.

    • Data :21/07/2026
    • Categoria :

    Não ao feminicídio: religiões se unem em campanha de combate à violência contra mulheres

    Fotografia colorida de cinco mulheres vistas de costas, alinhadas lado a lado em uma rua. Elas estão com os braços entrelaçados pelas costas em um gesto de união e apoio mútuo. No canto inferior direito, destaca-se o logotipo azul 'Espnet'

    Resumo da Notícia:

    Representantes de diversas vertentes religiosas se reuniram no Rio de Janeiro para lançar uma campanha conjunta de prevenção e combate ao feminicídio. A iniciativa visa utilizar a influência das comunidades de fé para acolher vítimas, denunciar abusos e promover uma mudança cultural que elimine a violência contra a mulher. O movimento inter-religioso destaca a importância da união de esforços para a proteção da vida e a construção de uma sociedade fundamentada no respeito mútuo, independentemente de convicções dogmáticas.

    Acesse a notícia completa no link: https://extra.globo.com/rio/noticia/2026/07/nao-ao-feminicidio-religioes-se-unem-em-campanha-de-combate-a-violencia-contra-mulheres.ghtml

    Comentário sobre a notícia:

    A mobilização de lideranças religiosas em favor da integridade feminina representa um avanço significativo na prática da solidariedade universal. O feminicídio, sendo a expressão máxima da violência, caracteriza-se como uma grave infração às leis de respeito e fraternidade que devem orientar a vida em sociedade. O esforço inter-religioso sinaliza que, acima das diferenças de culto, a preservação da existência e a dignidade humana constituem o terreno comum de ação. Pela compreensão espírita, a roupagem física é um instrumento temporário para o aprendizado do espírito, e a distinção de sexos não implica superioridade de um ser sobre outro.

    Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, na questão 817, esclarece essa igualdade ao indagar se os homens e as mulheres são iguais perante Deus e se têm os mesmos direitos, recebendo a resposta de que Deus outorgou a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir. Esse ensinamento acentua que qualquer tentativa de opressão fundamentada na força física ou em convenções sociais decorre de remanescentes da natureza animal que ainda governam certas personalidades. Além disso, o uso da força para extinguir a vida de uma companheira é um “grande crime, pois que aquele que tira a vida ao seu semelhante corta o fio de uma existência de expiação ou de missão”, conforme definem os espíritos em “O Livro dos Espíritos”, na questão 746. Esse ato interrompe um ciclo programado de provas ou tarefas, gerando consequências graves para o autor perante a justiça divina que reside na própria consciência.

    A união de grupos religiosos para enfrentar essa tragédia encontra respaldo na lógica da própria finalidade religiosa. O Espírito Vianna de Carvalho, na obra “Atualidade do Pensamento Espírita”, em resposta à questão 186, destaca que a meta da religião é aproximar a criatura ao seu Criador, tornando-se um “admirável auxiliar em todos os momentos, de forma que, por seu intermédio, a sociedade se torne melhor e mais feliz”. Quando variados credos se unem para proteger a mulher, afastam-se do espírito de seita e aproximam-se do espírito de fraternidade, que é a pedra angular de uma nova ordem social. Essa ação coletiva auxilia no combate ao egoísmo que é a raiz da maioria das desordens sociais e do relaxamento dos laços de família.

    A mentora Joanna de Ângelis, na obra “S.O.S. Família”, no prefácio, aponta que a agressividade é, muitas vezes, a linguagem daqueles que se encontram frustrados e carentes de entendimento. O lar deveria ser o laboratório de reajustamentos emocionais onde os espíritos se encontram para o acerto de contas e o aprendizado do amor. Quando esse espaço se transforma em palco para a aniquilação do outro, a missão divina da organização familiar é traída. A certeza de que os espíritos reencarnam em sexos diferentes para adquirir experiências variadas deveria dissolver qualquer preconceito ou pretensão de domínio.

    A campanha realizada no Rio de Janeiro não apenas assiste as vítimas potenciais, mas oferece oportunidade para a moralização daqueles que ainda agasalham impulsos violentos. A solidariedade entre o mundo visível e o invisível se fortalece quando os seres humanos alinham a vontade com a Lei de Amor. A eliminação do feminicídio e de todas as formas de violência doméstica é uma necessidade moral para que a Terra realize a transição para um mundo de regeneração, onde a fraternidade real não seja apenas uma ideia, mas a norma de conduta em todos os corações.

    Equipe Doutrinária do Espiritismo.net