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    • Luto por suicídio ainda enfrenta estigma e falta de acolhimento social

    A matéria discute o profundo desafio enfrentado por familiares e amigos que perdem entes queridos para o suicídio. Equipe Doutrinária do Espiritismo.net, assina o comentario.

    • Data :18/01/2026
    • Categoria :

    “Luto por suicídio ainda enfrenta estigma e falta de acolhimento social”

    Resumo da Notícia:

    A matéria discute o profundo desafio enfrentado por familiares e amigos que perdem entes queridos para o suicídio. O texto destaca que esses sobreviventes, além de lidarem com a dor dilacerante da perda, são frequentemente isolados por um tabu social e pelo julgamento alheio. A notícia enfatiza a necessidade urgente de espaços de escuta acolhedora e o fim do silêncio que cerca o tema, apontando que o estigma dificulta a elaboração saudável do luto e agrava o sofrimento emocional de quem fica.

    Acesse a notícia completa no link: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/09/luto-por-suicidio-ainda-enfrenta-estigma-e-falta-de-acolhimento-social.shtml

    Comentário:

    A notícia que analisamos hoje nos convida a uma reflexão urgente sobre a fraternidade e a compaixão diante de uma das dores mais agudas da experiência humana: o luto por suicídio. Vivemos em uma sociedade que, embora muito avançada tecnologicamente, ainda tateia no escuro quando o assunto é o amparo àqueles que enfrentam o “deserto” da perda inesperada. Sob a óptica do Espiritismo, compreendemos que a morte não é um ponto final, mas sim uma transição, e que o suicídio, embora represente uma “suprema rebeldia” contra as Leis Divinas, não retira do ser a sua condição de filho de Deus, necessitado, mais do que nunca, de amor e intercessão.

    O estigma mencionado na notícia reflete a nossa tendência de julgar aquilo que não compreendemos. Muitas vezes, ao olharmos para o gesto desesperado de alguém, focamos no erro e esquecemos da enfermidade espiritual que o precedeu. Como nos recorda o espírito Emmanuel, na obra “Caminho, Verdade e Vida”, no capítulo 11, intitulado “Conforto”: “Os que condenam os desesperados da sorte não ajuízam sobre o amor divino, com a necessária compreensão”. Essa advertência nos mostra que ninguém cura uma alma doente com pedras de condenação ou com o gelo do isolamento. O papel do cristão, e de todo aquele que deseja o bem, não é o de juiz, mas o de semeador de esperança.

    O acolhimento aos sobreviventes é uma tarefa de caridade moral imprescindível. É comum que a família e os amigos de quem partiu mergulhem em sentimentos de culpa e revolta, acreditando que o silêncio é a melhor defesa. No entanto, instruem-nos os Espíritos amigos que existe um intercâmbio constante de ondas mentais entre os dois planos da vida. Quando os que ficam se entregam ao desespero cego, acabam por prejudicar o próprio ente querido que se encontra na retaguarda do túmulo. O escritor espírita Hermínio C. Miranda, em sua obra “Nossos Filhos são Espíritos”, pontua com muita sensibilidade: “A aflição dos que ficam e o inconformismo do desespero repercutem, como espinhos envenenados, no coração daquele que partiu”.

    Portanto, estender o braço a quem sofre esse tipo de luto é também uma forma indireta de auxiliar o Espírito desencarnado. Ao ajudarmos um familiar a encontrar a serenidade e a aceitação, estamos limpando o caminho vibratório para que a alma que partiu possa receber o socorro necessário na Espiritualidade. O acolhimento social não deve ser um “favor”, mas o exercício vivo da máxima “Fora da caridade não há salvação”. Essa caridade não se resume ao auxílio material; ela é, acima de tudo, a benevolência de ouvir sem criticar, de abraçar a dor alheia com respeito e de oferecer o silêncio que permite ao outro chorar suas mágoas até que a esperança volte a florescer.

    A falta de acolhimento citada na matéria revela que ainda precisamos converter nossa fé em “virtude ativa”. Aplicar o Espiritismo no dia a dia, diante desta notícia, é transformar o nosso olhar. Se soubermos que a vida continua e que o amor é a única força capaz de atravessar a fronteira do sepulcro, não mais evitaremos os enlutados por medo ou preconceito. Pelo contrário, buscaremos ser para eles o “bálsamo da consolação”.

    A prece sincera, realizada especialmente no ambiente doméstico através do “Evangelho no Lar”, funciona como um sedativo para as almas em ambos os lados, desligando “tomadas mentais” de dor e ligando-as à confiança no futuro. Sejamos, pois, instrumentos dessa paz. Que a nossa presença junto aos que choram seja um convite à reconstrução, pois, no reino de Deus, não existem perdas definitivas, mas reencontros marcados pela luz do aprendizado e do perdão.

    Equipe Doutrinária do Espiritismo.net