Relatos perturbadores de quem esteve quase morto e voltou: pesquisadora da USP explica as consequências psicológicas da EQM

Resumo da Notícia:
A reportagem aborda a investigação científica sobre as Experiências de Quase Morte (EQM), conduzida por pesquisadores da USP. O estudo foca em relatos de pessoas que, após passarem por situações de morte clínica ou risco extremo, descrevem vivências como a percepção de sair do próprio corpo, a travessia de túneis luminosos, o encontro com entes queridos já falecidos e a revisão panorâmica de suas vidas. A pesquisa busca compreender o impacto psicológico profundo que esses eventos causam, transformando a visão de mundo dos indivíduos e exigindo um acolhimento clínico especializado para lidar com as sensações, por vezes perturbadoras, de transitar entre a vida e a morte.
Acesse a notícia completa no link: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2024/03/06/relatos-perturbadores-de-quem-esteve-quase-morto-e-voltou-pesquisadora-da-usp-explica-as-consequencias-psicologicas-da-eqm.ghtml
A notícia sobre as Experiências de Quase Morte (EQM) nos convida a uma reflexão profunda sobre a natureza da nossa existência. Para nós, que buscamos compreender a vida sob a perspectiva do espírito, esses relatos não são meras alucinações biológicas, mas janelas que se abrem para a realidade do “outro lado”. A ciência, ao documentar o fenômeno da consciência permanecendo lúcida mesmo quando o cérebro apresenta atividade mínima, aproxima-se do que a Doutrina Espírita ensina há mais de um século: o corpo é apenas uma vestimenta temporária. Como nos esclarece o Espírito André Luiz, em sua obra “Missionários da Luz”, psicografada por Francisco Cândido Xavier, no trecho da introdução: “o homem é um Espírito Eterno habitando temporariamente o templo vivo da carne terrestre”. Essa compreensão muda tudo. Quando entendemos que somos o condutor e não o veículo, a morte deixa de ser um fim para se tornar uma transição necessária.
Os relatos mencionados na pesquisa sobre a “revisão da própria vida” e o encontro com afetos do passado encontram um paralelo direto nas descrições de Espíritos que já realizaram essa grande viagem. A alma, ao se ver livre das limitações físicas, recupera a memória de seus atos, lendo nela como em um livro aberto. No entanto, a reportagem classifica alguns desses relatos como “perturbadores”. Do ponto de vista espírita, isso é perfeitamente compreensível. A separação entre a alma e o corpo nem sempre é um processo brusco ou suave para todos; ela depende da nossa preparação e do nosso desapego às sensações puramente materiais. Allan Kardec, em “O Céu e o Inferno”, na Primeira Parte, capítulo II, item 6, nos explica que: “A perturbação pode, pois, ser considerada o estado normal no instante da morte e perdurável por tempo indeterminado, variando de algumas horas a alguns anos”. Essa sensação de confusão inicial, de não saber onde se está, é o que muitos sobreviventes de EQM trazem como uma lembrança inquietante ao retornarem ao corpo físico.
Mas o que essas experiências podem nos ensinar para o nosso dia a dia comum? Elas são um chamado urgente para a valorização do tempo e para o aprimoramento do nosso caráter. Se a revisão panorâmica da vida é uma etapa inevitável, por que não começarmos hoje mesmo a semear atos dos quais não nos envergonharemos amanhã?. A pesquisadora da USP destaca que a EQM frequentemente transforma a bússola ética do indivíduo. No cotidiano, isso significa aprender a amar sem egoísmo, a perdoar as ofensas e a servir ao próximo com alegria. Afinal, a morte não é um “passe de mágica” que nos torna anjos instantaneamente; levamos conosco exatamente o que cultivamos em nosso íntimo. Tal vida, tal morte.
Portanto, em vez de temermos o desconhecido, que tal usarmos essas notícias como um incentivo para o nosso despertar espiritual? Cada desafio que enfrentamos, cada lágrima ou sorriso, faz parte de um curso de aprendizado que visa a nossa perfeição. Para encerrar essa reflexão, busquemos as palavras de conforto e sabedoria de Emmanuel, no livro “Fonte Viva”, capítulo 1: “Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo”. Que possamos, então, considerar esses sinais da imortalidade com serenidade, entendendo que a vida continua, plena de esperança e oportunidades, em todas as dimensões do Universo. A morte não existe; existe apenas a vida, em sucessivas e abençoadas etapas de progresso para a luz.
Equipe Doutrinária do Espiritismo.net