Episódio #11 — A Morte

[Início do áudio]
[Descrição:] O áudio inicia com uma campainha “ding-dong”.
[Locutora:] Curtas Doutrinárias.
[Descrição:] O áudio segue com uma trilha sonora saltitante e alegre, composta por um dedilhado de ukulele descontraído. O clima é de otimismo e leveza.
[Locutora:] O que devemos entender sobre a morte?
[Descrição:] A música de fundo (ukulele) continua em volume mais baixo, servindo de base para a narração.
[Locutora:] A morte, ou a desencarnação, é um tema que historicamente tem sido envolto em mistério e temor, mas para nós, à luz do Consolador, ela revela sua verdadeira natureza.
A morte do corpo não é o fim. É, na realidade, um fenômeno de transformação, pois a vida é uma fonte eterna e a morte é apenas o jogo escuro das ilusões, como nos ensinam os nossos amigos espirituais, que se dissipa quando a luz da verdade chega. Devemos entender a morte como uma passagem para um estado de existência mais vasto e ilimitado. Nosso corpo físico é apenas um envoltório temporário, uma vestimenta de carne grosseira que o espírito usa para crescer, aprender e amar enquanto está na escola da Terra. Morrer é como a borboleta que abandona o casulo e ganha asas coloridas, ou como um sono agradável seguido de um despertar silencioso: o retorno à nossa vida normal e espiritual, aquela que nunca interrompeu, apenas ficou momentaneamente velada pelos sentidos materiais.
A grande verdade consoladora é que, ao deixarmos a matéria, não perdemos nossa individualidade. O espírito, o ser inteligente, racional, cheio de memória e afeto, continua exatamente o mesmo, carregando todas as aquisições que fez: o conhecimento conquistado, as virtudes cultivadas, os amores verdadeiros, as lições que a dor ensinou. A vida que se segue é a continuação da vida terrena em melhores condições: mais leve, mais clara, com a possibilidade de enxergar tudo o que aqui só intuiu.
O que determina a nossa experiência após a transição é a nossa própria conduta moral. Para o espírito que viveu buscando o bem, perdoando, servindo, amando, a morte é uma libertação suave. A perturbação inicial é mínima, como acordar de um sono profundo sentindo paz e luz ao redor. Para quem se desprendia das coisas terrenas e elevava os pensamentos a Deus e ao próximo, a separação é doce; os laços fluídicos se desfazem com ternura, quase como uma carícia.
O conhecimento da vida futura trazido pela doutrina espírita transforma a perspectiva de nosso destino. A certeza de que reencontraremos nossos familiares e amigos amados, que a separação é breve como uma viagem, fornece calma e resignação diante das provas. Essa fé inabalável no futuro nos dá coragem para seguir em frente, transforma o luto em saudade confiante e atua como o melhor preservativo contra o desespero. Não há, pois, palavra de consolo maior do que a certeza de que a morte não existe.
Trabalhemos e amemos, com alegria e confiança, sabendo que um dia, preenchida a nossa tarefa, a morte vai nos reunir no lar resplandecente, onde o amor nunca se perde e a vida segue sempre, cada vez mais bela.
É isso. Até a próxima!
Esse foi o nosso Curtas Doutrinárias.
Espiritismo.net - Gestos de amor que antecipam o futuro.
[Descrição:] A música finaliza com um acorde alegre de ukulele.
[Fim do áudio]